quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre o Twitter, pelo seu criador, que não é @ocriador rsrs

Notícias dos jornais

publicado em 21/10/2009 às 07:46 por ASCOM

Internautas vão descobrir fórmula para ganhar dinheiro com Twitter, diz criador do site

FONTE: UOL
Jack Dorsey, 32, é um homem de poucas palavras. Tímido e objetivo, na avaliação informal dos que puderam dividir jantares e mesas de bar com ele no último final de semana na Cidade do México, durante a segunda edição da Alliance of Youth Movements, evento que reúne especialistas em tecnologia e jovens engajados em causas sociais pelo mundo.

Das poucas palavras de Jack surgiu em 2006 o Twitter.com, um site que permite a publicação de mensagens com no máximo 140 caracteres. Três anos depois, o Twitter é um fenômeno mundial e a rede social que mais cresce no Brasil.
  • Reprodução Jack Dorsey: "Uso muito os serviços por SMS. Sigo 25 pessoas pelo SMS, e recebo uma mensagem sempre que eles atualizam. Para todas as outras pessoas que eu sigo pela web ( 670), geralmente eu verifico atualizações a cada hora"


Mas Jack Dorsey tem muito a dizer. Pelo menos, é assim que pensam os seus mais de um milhão e trezentos mil seguidores no twitter. No mundo virtual que ele criou, Jack é mais popular que o ator e político Arnold Schwarzenegger, que o cantor Lenny Kravitz e que a tenista Serena Williams. E o número de seguidores cresce diariamente.

De olho na receita
Apesar da popularidade do serviço, Dorsey ainda persegue a fórmula que fará do Twitter um sucesso comercial. "A companhia está focada em fazer dinheiro. Nós precisamos pensar assim", afirmou. A solução, segundo ele, deve surgir da própria comunidade de usuários do serviço. "Queremos soluções que fortaleçam a comunidade e tragam mais pessoas."

De olho em formas de monetizar Twitter, Dorsey defendeu inclusive os usuários que recebem dinheiro de empresas para publicar mensagens, o chamado tweet pago. "Acho útil que as pessoas estejam fazendo isso", afirmou. Questionado sobre parcerias com operadoras de telefonia para dividir a receita obtida com SMS e outros serviços, ele argumentou que o modelo não se sustenta no longo prazo. "Não é o modelo que queremos. Depender das operadoras não é uma boa."

Dorsey recebeu o UOL Notícias na última sexta-feira, na capital mexicana. Veja abaixo trechos da entrevista.

UOL Notícias - No Brasil, algumas pessoas começaram a vender tweets. Ou seja, pessoas estão ganhando dinheiro para postar mensagens e links. Como você vê isso? E de uma forma mais ampla, como você vê as experiências para se ganhar dinheiro com o Twitter?
Jack Dorsey
Acho útil que pessoas estejam fazendo isso. Há aspectos negativos se os links forem para sites suspeitos. Mas acho interessante explorar essa fórmula. A companhia está focada em fazer dinheiro. Nós precisamos pensar assim. Caso contrário não teremos como investir em novas tecnologias ou manter o serviço funcionando.

UOL Notícias - E como está a sua conta bancária?
Jack Dorsey
Está bem (risos). Falando sério, a companhia está se esforçando e experimentando modelos que acreditamos que podem funcionar, e muitos desses modelos vieram do que aprendemos com os nossos usuários. É preciso agir com cautela para ter certeza de que eles funcionarão bem para toda a rede, e não sejam apenas casos isolados de sucesso. É algo que estamos constantemente preocupados. Vai levar algum tempo, e agradeço a paciência dos usuários, dos investidores e dos nossos funcionários. É importante ter calma até achar algo que funcione.

UOL Notícias - Você vê o SMS como possível fonte de receita para o Twitter?
Jack Dorsey
Não de receita sustentável. Não conseguiremos criar uma grande empresa com base nisso. Não é o modelo que queremos. Depender das operadoras não é uma boa.

UOL Notícias - Mas e a receita compartilhada sobre as mensagens de texto enviadas pelos usuários?
Jack Dorsey
Mas aí você precisa falar com 190 operadoras ao redor do mundo e convencê-las a repartir a receita, e esse não é o foco que a empresa deve ter.

UOL Notícias - Você vê espaço para serviços pagos no Twitter a curto prazo?
Jack Dorsey
Depende do usuário. Há modelos comerciais que achamos que podem funcionar. Fato é que ainda não temos certeza, e a companhia vai experimentar algumas fórmulas, se possível que fortaleçam a rede e que tragam mais pessoas para o serviço.

UOL Notícias - São quantos funcionários trabalhando no Twitter hoje?
Jack Dorsey
Somos 80 pessoas contratadas em período integral.

UOL Notícias - Quando você se deu conta de que o Twitter cresceu mais do que você esperava?
Jack Dorsey
Todo mundo tem um fato diferente para contar. Para mim, o momento decisivo foi na celebração dos 100 dias após a eleição de Barack Obama. Na ocasião, ele fazia um discurso no Congresso. Havia deputados e senadores assistindo ao discurso, enquanto eu via ao vivo pela CNN. Em certo momento, a câmera mostrou a plateia e notei que muitos dos parlamentares estavam digitando em seus celulares. Na hora pensei "o que está acontecendo? Por que não estão prestando atenção no que diz o presidente? Para quem estão mandando e-mails?" Alguns segundos depois meu celular me avisou que havia uma atualização no Twitter. A senadora (Claire) McCaskill, do Missouri, havia acabado de escrever sobre o que via em Washington. Eu nunca me senti tão próximo dos meus políticos como naquele momento. De repente, tudo o que eu via na TV repercutia naquele aparelho que eu tinha em mãos. Era tão tangível. Essas pessoas que eu via na TV conduziam os destinos do país de repente eram acessíveis. E elas não estavam sendo filtradas, nem passavam por assessores. Esses eram os pensamentos dela, e tudo acontecia em tempo real. Foi um momento de muita inspiração para mim, e naquela hora eu senti que o Twitter poderia ter múltiplos usos.

UOL Notícias - Com que frequência você verifica seus tweets?
Jack Dorsey
Eu uso muito os serviços por SMS. Sigo 25 pessoas pelo SMS, e recebo uma mensagem sempre que eles atualizam. Para todas as outras pessoas que eu sigo pela web (cerca de 670), geralmente eu verifico atualizações a cada hora.

UOL Notícias - Quais aplicativos você usa e recomenda?
Jack Dorsey
Uso muito SMS. Mas quando estou no iPhone, gosto do Birdfeed e do Tweetie. No desktop, uso Tweetie. A verdade é que eu não uso muito o serviço no computador. Eu consigo acompanhar tudo mais rápido pelo celular, responder mais rápido e focar mais nas mensagens quando estou no iPhone.

UOL Notícias - Quanto sua vida mudou em três anos?
Jack Dorsey
Muito trabalho, mas recompensador. É o produto da minha vida. Ser usado por tantas pessoas, ter conversas com ela e ver a tecnoligia mudar dramaticamente a vida das pessoas é realmente inspirador.
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sobre diploma

Recebi esse texto via email da professora Silvia Falcão, acho importante a leitura, a reflexão bem como a divulgação deste.

"COMUNICAÇÃO - 14/10/2009
Comentários William Bonner na UnB: os cursos de jornalismo não servem para formar jornalistas.
Zélia Leal



Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro show man do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de jornalismo na Universidade de Brasilia, em 5 de outubro. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar, por absoluta falta de espaço, assistiram a palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.
Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?
Até aqui, nenhuma novidade. O que supreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. “Jornalismo se aprende no mercado”, disse ele sem medo de errar.
Os cursos de jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação. Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à plateia deslumbrada: “Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo”. Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista. Mas mudou de opinião “porque agora valorizo o papel da universidade.”
Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que “deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias” nos cursos de jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra “obsceno”, referindo-se à forma de um biscoito. “Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc.”
O mais supreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração de que os cursos de jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos “de doutrinamento esquerdista.” E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é dificil divergir dos professsores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de jornalismo das universidades públicas brasileiras.
Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista. pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de seu livro à USP. Que devia isso à universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.
Imaginem o impacto e a amplitude dessas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As ideias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de jornalismo por vocação (no sentido weberiano), que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país.
A universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e sobretudo sobre a Globo, a única que realmente faz um “jornal nacional” no país.
Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica e inesquecível ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.
Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da Faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Reflexão do filme O Quarto Poder.


Sabe-se que existem três poderes que regem a sociedade e consolidam o Estado, eles são o Legislativo, Executivo e Judiciário. Esses três poderes têm como principal função manter a organização da coletividade.
Sabe-se também que o jornalismo é uma atividade de comunicação de massa. É um processo de transmissão de idéias no qual sua maior qualidade é a informação.  Em todos os veículos de comunicação, os jornalistas correm atrás do furo, ou seja, uma informação de grande importância, e que nenhum outro jornal tenha noticiado ainda. “O furo é o alimento da alma dos jornalistas.” (William Bonner em Jornal Nacional, Modo de Fazer)
A mídia é conhecida como o quarto poder. Esse termo se deve ao fato da grande influência que a imprensa exerce como formadora de opinião e imagem, quando usa de diversos artifícios em busca desses furos.
O filme O Quarto Poder, conta a história do repórter Max Brackett (Dustin Hoffman) , que em uma cobertura de matéria sobre a falta de verba de um museu, acaba se deparando com um fato inusitado: um ex funcionário que fora demitido, Sam Baily (John Travolta), invade o lugar na tentativa de conseguir seu emprego de volta, fazendo refém crianças e a diretora do museu. O repórter que estava no banheiro no momento da rendição, se aproveitou da situação para cobrir com exclusividadeo acontecimento, transformando o caso num verdadeiro “circo”.
No decorrer do filme, é retratado de forma envolvente questões morais, valores e ética (ou a falta dela). Em busca da notoriedade, e do “estrelato”, pode-se apontar nas ações de Max uma manipulação de informação, ele constrói uma relação intrigante com o seqüestrador, fazendo com que ele continue com a exclusividade em entrevistas e praticamente controlando o tempo do seqüestro. Além do mais é visível a manipulação de imagem e opinião do repórter, quando ele aconselha Sam a mostrar que é apenas um trabalhador, meigo, bom pai, que precisa do emprego pra cuidar de mulher e filho; sensibilizando então a sociedade, que em determinado ponto do filme chega a tratá-lo como herói.
Em uma série de atitudes irresponsáveis do experiente repórter Max, o seqüestro acaba durando mais do que ele esperava, e foge de seu controle, quando por ordens superiores ele é “obrigado” a deixar a matéria, no interior do museu é travada uma batalha psicológica e culmina na libertação das crianças e no suicídio de Sam. 
“Nós matamos ele, nós matamos Sam” foram as palavras do repórter Max à imprensa.
Manipulação de imagem e opinião, deslealdade, desonestidade, manipulação de notícias, jogo de interesses dos meios de comunicação, importância da opinião publica, julgamento, sensacionalismo, estrelato, conquista de audiência...
É importante a reflexão  do Quarto Poder, tanto do filme quanto da realidade. Deve-se ter consciência da importância que a mídia tem para com a sociedade, e sua principal função que é informar com ética.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tinha que ser Lennon.

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
 Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
 Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." (John Lennon)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Experiência?!?!

Achei interessante esse email que recebi:

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA:


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"